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Inauguramos duas salas para tratamentos teragnósticos no Hospital Sant Joan de Déu

Após a recente autorização para abrir duas novas salas destinadas a terapias teragnósticas no Hospital Sant Joan de Déu, reforçamos significativamente o nosso serviço de Medicina Nuclear e consolidamos o compromisso da Atrys com a medicina de alta precisão, especialmente na área pediátrica.

Falamos com Isabel Roca, diretora de Medicina Nuclear da Atrys e responsável pelo Serviço de Medicina Nuclear em Sant Joan de Déu, e com Joan Castell, diretor médico da Atrys, para saber em detalhe o que este avanço significa para os pacientes, as famílias e para a própria empresa.

P. Isabel, o que significa para a Atrys a abertura destas duas novas salas específicas para teragnosis pediátrica?
R. É um marco para nós. A teragnose pediátrica ainda é muito pouco implementada na Europa e ter a autorização para a aplicar coloca-nos entre os centros pioneiros. É um passo decisivo que reforça a nossa liderança na medicina de precisão e demonstra a nossa capacidade de oferecer tratamentos altamente especializados e seguros, especialmente num contexto tão sensível como a oncologia pediátrica.

“Esta certificação coloca-nos entre os centros pioneiros da Europa”

P. Joan, para quem não está familiarizado com esta técnica, como explicaria a teragnose?
R. A teragnose é uma abordagem inovadora que utiliza a mesma molécula para detectar um tumor e tratá-lo. Ou seja, primeiro identificamos com precisão onde estão as células tumorais e, em seguida, administramos o tratamento direcionado exatamente para esses mesmos pontos. Isso reduz substancialmente o impacto nos tecidos saudáveis, algo fundamental em crianças, pois minimizamos sequelas e efeitos adversos a longo prazo.

P. Que tipo de tumores podem ser tratados atualmente com a teragnose?
Isabel. Ela permite tratar alguns dos tumores infantis mais frequentes com uma precisão sem precedentes:

  • O neuroblastoma, que é o tumor sólido extracraniano mais frequente na infância.
  • O meduloblastoma, um dos tumores agressivos do sistema nervoso central com maior incidência pediátrica.
  • O cancro da tiróide infantil, cuja presença tem aumentado nos últimos anos.

A teragnose oferece uma precisão terapêutica muito elevada, permitindo atuar sobre as células malignas com uma eficácia muito alta e um impacto muito baixo para os pacientes.

P. O Sant Joan de Déu habilitou espaços muito específicos para a administração do tratamento. O que torna esta experiência diferente para os pacientes?
Joan. Temos tomado muito cuidado para que a experiência seja o mais humana e confortável possível. Os dois novos quartos foram preparados especificamente para esta terapia, têm vista para o mar e estão adaptados para que a criança possa estar acompanhada pela sua família durante as seis a oito horas que dura o procedimento.

Além disso, realizamo-lo em regime de hospital de dia, para que a criança possa regressar a casa no mesmo dia, o que reduz a ansiedade, melhora a adesão ao tratamento e contribui para uma recuperação emocional mais rápida.

P. O Atrys e o PCCB colaboram há muito tempo em projetos de investigação. Que papel desempenhou essa trajetória para chegar até aqui?

Isabel. Fundamental. Há anos que participamos em ensaios clínicos internacionais, tanto no diagnóstico oncológico em pediatria como na teragnose. Essa experiência conjunta permitiu-nos consolidar conhecimentos, validar protocolos e ganhar a confiança necessária das autoridades sanitárias. Agora, todo esse aprendizado torna-se realidade clínica e traduz-se em novas oportunidades terapêuticas para os nossos pacientes.

P. Como é que este avanço se enquadra na estratégia da Atrys?

Joan. Totalmente. Representa o nosso compromisso claro com uma medicina de precisão que não é apenas tecnologicamente avançada, mas também mais humana. Com estas novas salas e com a capacidade ampliada do serviço de Medicina Nuclear — equipado com PET-TC e SPECT-TC de última geração — damos um passo firme para nos consolidarmos como referência em oncologia pediátrica, telediagnóstico e medicina personalizada.

P. Que mensagem gostaria de transmitir às equipas e à comunidade Atrys?
Isabel. Que esta conquista é de todos. De quem investiga, de quem diagnostica, de quem acompanha os doentes no dia a dia. A teragnose abre uma nova esperança para muitas crianças e suas famílias, e é um orgulho que a Atrys esteja a tornar possível que esta inovação chegue onde realmente faz a diferença.

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