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O nosso departamento de Anatomia Patológica e Molecular avança no desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e consolida a sua excelência em termos de qualidade

A área de Anatomia Patológica e Molecular continua a dar passos decisivos para reforçar a precisão diagnóstica e a qualidade dos cuidados prestados pela Atrys. Nos últimos meses, incorporámos novos testes ao nosso portfólio de serviços — entre os quais o MAF Test e o linfograma intraepitelial — e renovámos as nossas certificações ISO, um aval fundamental para a segurança e a rastreabilidade dos nossos processos.

Conversámos com Ana Galván, diretora técnica, e Jonathan García, coordenador de patologia molecular e hematologia, para saber mais sobre estes avanços.

1. A Atrys incorporou recentemente o teste MAF e o linfograma intraepitelial. Em que consistem estes novos testes e o que acrescentam ao diagnóstico que não tínhamos anteriormente?

Jonathan. O Teste MAF é uma ferramenta molecular que nos permite analisar alterações específicas associadas a determinados tumores da mama. Este teste deteta a amplificação do gene MAF. O seu principal valor reside no facto de fornecer informação precisa e quantificável sobre a presença desta mutação, que é relevante para o diagnóstico das pacientes e a adequação do tratamento com bifosfonatos, como o ácido zoledrónico; além disso, facilita a estratificação do risco.

A informação fornecida por este teste e a sua incorporação no portfólio de serviços da Atrys permite complementar as técnicas tradicionais utilizadas até agora, facilitando decisões clínicas mais adequadas ao perfil molecular das pacientes.

Quanto ao Linfograma intraepitelial, trata-se de um estudo de citometria de fluxo em biópsias intestinais que nos ajuda a tipificar e quantificar os linfócitos intraepiteliais, um marcador-chave em determinadas patologias inflamatórias e imunológicas, especialmente no âmbito digestivo.

Ana. Do ponto de vista técnico, a incorporação destes testes representa um salto qualitativo no sentido da medicina personalizada. Não só proporcionam maior sensibilidade e especificidade, como também nos permitem integrar informações, reduzindo os tempos de resposta e melhorando a rastreabilidade das amostras. Isto traduz-se em diagnósticos mais completos e processos mais eficientes.

Trata-se de mais um passo em direção à medicina de precisão.

2. A quem se destina este tipo de serviço? Que tipo de clientes podem aceder a ele?

Ana. Este tipo de serviços está disponível para um vasto leque de pessoas e organizações que procuram respostas precisas no domínio do diagnóstico molecular. O nosso objetivo é que o doente — independentemente da forma como acede ao sistema de saúde — possa ter acesso aos exames mais avançados quando realmente precisar deles.

Estes serviços estão disponíveis para uma ampla variedade de clientes:

  • Centros de saúde públicos e privados, que necessitam de apoio especializado para a deteção de biomarcadores e alterações genéticas.
  • Pacientes particulares, que desejam aceder diretamente a estudos de alta precisão para completar o seu processo de diagnóstico.
  • Seguradoras, que procuram testes avançados de diagnóstico molecular para os seus segurados.

Em suma, estes serviços foram concebidos para que mais pacientes e mais especialistas tenham acesso a tecnologias de ponta que permitam avançar para uma medicina verdadeiramente personalizada, independentemente do contexto de cuidados de saúde a partir do qual são solicitados.

 3. Temos planos para continuar a expandir a nossa gama de serviços?

Jonathan. O Departamento de Biologia Molecular da Atrys mantém um portfólio de serviços dinâmico, concebido para evoluir ao mesmo ritmo que a prática clínica e a inovação científica. Num contexto como o da oncologia, onde o conhecimento avança constantemente, o nosso compromisso é adaptar e atualizar continuamente as nossas capacidades de diagnóstico.

Isto implica a incorporação progressiva de novas tecnologias que permitem maior precisão e sensibilidade na análise molecular, bem como a integração de biomarcadores emergentes (como o MAF) que conferem valor clínico na tomada de decisões. Além disso, analisamos sistematicamente a evidência científica disponível e os resultados de novos estudos e ensaios clínicos, com o objetivo de alinhar os nossos serviços com as recomendações mais atuais e as necessidades reais dos doentes.

Graças a esta abordagem flexível e proativa, o departamento não só responde às exigências atuais, como também antecipa as mudanças futuras, garantindo uma oferta de serviços inovadora, relevante e orientada para a melhoria contínua dos cuidados oncológicos.

4. A Atrys renovou recentemente as suas certificações ISO. O que significa esta conquista para a área?

Ana. Atrys possui, desde 2012, a acreditação UNE-EN ISO 15189. A ISO 15189 é uma norma internacional que define os requisitos de qualidade e competência que os laboratórios clínicos devem cumprir para garantir que os seus processos, resultados e serviços sejam fiáveis, seguros e tecnicamente válidos. Inspira-se na ISO 9001 e na ISO/IEC 17025, mas está especificamente adaptada ao contexto da saúde e ao impacto direto que o laboratório tem nos cuidados prestados ao paciente. A renovação da acreditação ISO é uma garantia clara de que os nossos processos cumprem os mais exigentes padrões de qualidade, rastreabilidade e competência técnica.

Não é apenas um selo, mas a confirmação de que trabalhamos de forma sistemática, segura e com a máxima precisão em cada fase: desde a receção das amostras até à emissão do relatório final, num processo de melhoria contínua para garantir a segurança do paciente.

Renovámos também a certificação 14001, que é a norma internacional que estabelece os requisitos para a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). O seu objetivo é proporcionar um quadro ordenado e eficaz para gerir, reduzir e controlar os impactos ambientais decorrentes da atividade diária.

Jonathan. Para nós, além disso, significa um reconhecimento do trabalho diário da equipa. A patologia molecular e a oncohematologia exigem controlos constantes e sistemas de verificação muito rigorosos, e a renovação das certificações ISO demonstra que cumprimos de forma consistente essas exigências.

5. Que processos e requisitos são avaliados numa certificação ISO em Anatomia Patológica?

Ana. A auditoria analisa absolutamente tudo: protocolos técnicos, rastreabilidade das amostras, calibração dos equipamentos, validação de métodos, gestão de dados, formação dos profissionais, controlos de qualidade internos e participação em controlos externos, gestão de riscos para antecipar falhas, etc.

É um processo exaustivo que garante que os resultados são fiáveis, reprodutíveis e clinicamente válidos.

Além disso, as acreditações exigem que se demonstre que cada inovação — seja um novo teste, tecnologia ou procedimento — é integrada de forma segura e de acordo com padrões comprovados antes de ser implementada na prática clínica.

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