Na Atrys, a segurança dos nossos dados e dos nossos pacientes é uma prioridade absoluta. E embora trabalhemos todos os dias para reforçar os nossos sistemas e protocolos, há uma frente em que todos somos parte essencial da proteção: o nosso comportamento digital.
O WhatsApp, uma ferramenta tão cotidiana quanto útil, tornou-se um dos canais preferidos dos cibercriminosos. Não porque a aplicação seja insegura, mas porque aproveita algo muito humano: a imediatismo. A combinação de confiança e rapidez reduz os nossos níveis de verificação, e é aí que surgem os riscos.
Nos últimos meses, foram identificados cinco esquemas fraudulentos especialmente disseminados que circularam pelo WhatsApp. Na Atrys, queremos partilhá-los para que possamos reconhecê-los instantaneamente e evitar que afetem a nossa atividade profissional ou pessoal.
1. «Sou seu filho/sua filha»: quando apelam para as emoções
O burlão escreve a partir de um número desconhecido, fingindo ser um familiar que perdeu o telemóvel ou precisa de ajuda urgente. O seu objetivo é criar uma sensação de resgate imediato para pedir dinheiro, bizums ou transferências.
Chaves para detectá-lo: pressão, urgência e desculpas para evitar chamadas.
2. Ghost Pairing: quando a sua conta é sequestrada sem que você perceba
Este método procura que a vítima forneça códigos ou siga passos que permitem ao atacante vincular a sua conta do WhatsApp a outro dispositivo. O mais perigoso é que a pessoa pode continuar a usar o WhatsApp sem saber que alguém está a ler ou a escrever em seu nome.
Chaves para detectá-lo: solicitações de códigos, mensagens suspeitas sobre «verificação» ou «ativar funções».
3. Notificações oficiais falsas
Mensagens que imitam avisos de órgãos públicos: multas, trâmites pendentes ou pagamentos. O objetivo é que você clique em um link ou continue a conversa pelo WhatsApp, onde é mais fácil manipular a vítima.
Dicas para detectá-las: ameaças do tipo «último aviso», links urgentes e erros de redação.
4. Falsificação de marcas conhecidas
Os golpistas se passam por empresas como a Amazon ou outras plataformas para alertar sobre um pedido retido, uma cobrança estranha ou uma conta bloqueada. Eles tentam redirecioná-lo para um site falso para roubar os seus dados ou até mesmo comprometer a sua conta do WhatsApp.
Dicas para detectar: links que não correspondem ao site oficial e mensagens inesperadas sobre compras ou cobranças.
5. O golpe da «ponte»: começam num ambiente confiável… e levam-no para o WhatsApp.
É cada vez mais comum que o golpe comece numa plataforma legítima para gerar confiança. Quando a vítima baixa a guarda, a conversa é transferida para o WhatsApp, onde o atacante conclui o golpe.
Chave para detectá-lo: suspeite se tentarem levá-lo para o WhatsApp sem motivo aparente.

O que podemos fazer na Atrys para nos protegermos?
Como empresa do setor da saúde, lidamos com informações especialmente sensíveis. Um incidente, por menor que pareça, pode afetar os nossos pacientes, as nossas operações e a nossa reputação. Por isso, é fundamental reforçar alguns hábitos:
- Verifique sempre por outro canal. Antes de efetuar pagamentos, partilhar dados ou abrir links, confirme com uma chamada ou contacto seguro.
- Não partilhe códigos de verificação. Ninguém da equipa ou dos serviços oficiais deve solicitá-los.
- Verifique «Dispositivos associados» no WhatsApp. Encerre sessões desconhecidas e ative a verificação em duas etapas.
- Desconfie de mensagens urgentes que não esperamos. A pressa é a ferramenta mais eficaz dos burlões.
- Mantenha as aplicações atualizadas. Cada versão incorpora melhorias de segurança.
Na Atrys, reforçamos os nossos sistemas, mas a proteção total começa em cada um de nós. Manter-nos alertas e informados é a melhor defesa para cuidar do que mais importa: a segurança dos nossos pacientes, das nossas equipas e da nossa empresa.


